“Se fosse só sentir saudade…”

Quando você se foi, eu não conseguia entender como o amor, de uma hora para outra, podia machucar tanto. Não teve aviso prévio, apenas juntou todo o seu orgulho, sua vontade de ser livre e me disse, olhando dentro dos meus olhos: estou indo. Havia tanta frieza em suas palavras que eu não conseguia raciocinar. Não conseguia entender. Ficou um nó na garganta tão grande, e uma dor tão forte no peito que, por um segundo, acreditei que a vida tivesse terminado ali. Na verdade, durante muito tempo é isso o que parece. “Estou indo”, sério? É assim que se termina uma história? Cresci ouvindo/lendo ” Felizes para sempre” em vários finais. Sabia que aqui na vida real, não era assim, mas “estou indo” não parece ser, nem de longe, a melhor forma.
Primeira e última explicação:
Sim! Preciso de justificativas… De uma razão clara para um fim. Desculpe, mas eu funciono assim. Como você me diz “estou indo” e me deixa pensando durante anos, sobre o motivo disso? Já não basta me derrubar do quinto andar das minhas expectativas, não é mesmo? Tem que chutar e cuspir na minha cara que eu tenho que carregar o peso do término, durante um bom tempo, na esperança idiota de entender o motivo de ser chutada do nada? Faz favoooor!
Poderia ter dito:
– Não quero mais, pois você é de cinema e eu de balada.
– Não quero mais, por quê o jeito que sorri me incomoda.
Ou:
– Não quero mais, pois seu mindinho é torto.
Sei lá, qualquer coisa seria mais aceitável que um maldito “estou indo”. É engraçado como, de repente, estamos sozinhos novamente. Voltando a estaca zero, com tantos sonhos frustrados.
É difícil pra caramba, sabia? Mas, a gente vai levando do jeito que dá. Com uma dorzinha aqui, outra ali. Com uma vontade de ligar e se fazer de amiga, só pra ter uma oportunidade de sentir aquele cheiro novamente, de ouvir aquela voz… O amor pode ser lindo, mas ele também é dor. A gente nunca lembra dessa outra face, e quando percebemos, já estamos olhando o outro virar a esquina, com a esperança de que depois de 10 minutos, ele bata a porta e diga que não passava de uma brincadeira, mas ele nunca volta. E a dor, é a única coisa que fica.

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