Ser mãe é cuidar, respirar, acalmar, respirar

Sim! Ser mãe transforma a nossa vida de cabeça pra baixo desde a gravidez, mas nada se compara ao momento que o bebê vem ao mundo. A responsabilidade que havia dobrado, passa a se multiplicar. Como pode um ser tão pequeno e tão novo em nossas vidas, mudar tanto a nossa rotina, nossa mente, nossa personalidade? Há um tempo atrás, grávida, eu sentava… Respirava… Fazia o que eu queria no meu tempo… Mas, hoje… Quem sou eu pra dizer o que farei às 10h? Ninguém… Meu relógio não é mais o mesmo. O meu relógio funciona à base do dela. Se ela está bem, ok. Mas, se ela está chorando, se tá com fome, se fez caquinha, se tem que trocar a fralda de xixi… Devo atendê-la, e deixar o que eu tinha planejado pra depois. E nisso, tantas coisas vão ficando pra depois, que eu nem lembro mais. E não ligo… Essa fase é única, minha bebê não voltará a ser bebê. Eu não terei outra oportunidade pra fazê-la rir com os beijinhos na barriga, não terei como dar colo em todos os seus choros, não terei como curtir o banho (apelidado de TiBum, pela vovó), não será facilmente surpreendida como é agora com qualquer coisa… Esse brilho do novo, do encantamento pelas cores, pelos barulhos… Por cada fase de seu desenvolvimento. Nada disso existirá mais. Então me doo sim, 24 horas por dia. Mesmo tendo que admitir que, às vezes, é super estressante. Mas, quando penso que ela vai crescer e eu vou me arrepender do colo que neguei, ou do momento que não fiquei brincando com ela por motivos banais, sinto-me mais motivada a ser a mãe que sou. Independentemente do “ela será mimada”, ou ” mas tem que deixar chorar pra ela acostumar”. Não! Não tenho, e não vou. Acredito que cada mãe tem seu modo único e lindo de saber adequar seu filho à sua rotina, e assim como não julgo as “deixa chorar”, não quero que me julguem pelo fato de pensar o contrário. Temos de saber respeitar as opiniões alheias, de saber ser solidária com outras mamães. Maternidade não vem com manual, e se viesse, todas ficariam frustradas por não conseguir atender ao modelo-padrão de mãe, já que cada bebê nasce com um temperamento diferente. Mas, com jogo de cintura, vamos nos adequando à eles e deixando que se adequem à nós. E assim, toda essa delícia que é a conexão mãe-filho, vai se tornando a união mais maravilhosa criada nessa terra de meu Deus. Com dias difíceis, porém que com uma respiração, criamos a consciência que nossos bebês não fazem nada para nos machucar, ou de propósito, eles simplesmente não sabem o que tá certo e errado. Eles nos lêem através de nossas feições, por isso é importante que tenhamos sempre muita calma nessa hora, pra não atrapalhar mais ainda o humor do bebê, transferindo nosso estresse à ele. Respire quantas vezes forem necessárias e repita mil vezes, mentalmente, o quanto você é importante pro seu bebê agora, e que tudo isso vai passar. Grande beijo, pessoal.

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